7.27.2007

Santa Maria psicodélica

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Um pouco difícil fugir do clichê "psicodélico" quando se trata de Mutantes. Mais difícil quando se junta o Secos & Molhados no mesmo pacote. E pior ainda quando se envolve uma banda que tenha o "clichê" no nome.
Se é assim, vamos ao clichê:


Cartaz do show

"Santa Maria vai ter hoje uma verdadeira 'Noite Psicodélica' no Macondo. As bandas João Clichê e Galaxie Blue apresentam um show tributo a duas bandas fundamentais do rock nacional: Secos e & Molhados e Mutantes.

A Galaxie abre os trabalhos fazendo um puta som em homenagem a histórica banda liderada pelo inigualável performer Ney Matogrosso, trazendo vários hits como "O Vira", "Sangue Latino", "Mulher Barriguda", dentre outros clássicos dos mascarados mais importantes do rock nacional.


Capa do clássico primeiro disco dos Secos & Molhados,de 1973


É o segundo show tributo aos Secos & Molhados que a banda faz, sendo que o primeiro, realizado na boate do DCE, foi um verdadeiro espetáculo psicodélico, com muita piração da banda e da galera presente, que curtiu e dançou como nunca no templo do underground santa-mariense.
Aqui, o cartaz desse primeiro show.

A banda é formada por
Adrienne Reyes no vocal, Adimilson Pinheiro no vocal/guitarra, Matias Rempel no baixo, Guilherme Galina na outra guitarra, Leonardo Campagnolo nos teclados e backs e Fernando Campagnolo na batera. "

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Bem, tem horas que cansa usar o clichê.
Então, escrevo o resto da notícia de forma menos clichezenta:

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Depois da apresentação da Galaxie Blue, quem toca é a João Clichê. Desde novembro, a banda formada por Guilherme Wallau (vocal/guitarra), Cedrique "Cegonha" (baixo) e Faiolo (bateria) prepara um especial com o repertório dos Mutantes.
O elemento que faltava, a voz feminina de Rita Lee, apareceu por acaso para a banda: numas andanças pelas ruas, eles se encontraram com a Juliana Von Muhlen, vocalista da extinta Jardin Zehn, que topou na hora o desafio:

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Tive de aprender algumas músicas, ouví-las de novo. Algumas eu nem conhecia - conta a vocalista, em entrevista para a repórter Bruna Porcíuncula do Diário de Santa Maria.

O baterista Faiolo fala mais sobre o show:
_ É uma responsabilidade maior porque esse é um tipo de show que atrai um público que conhece a fundo o trabalho da banda homenageada. Se a gente fizer algo errado, vão perceber - disse ele, na mesma matéria do Diário de Santa Maria.


Arnaldo, Sérgio e Rita ainda jovenzinhos

O repertório pretende passear pelas mais conhecidas da banda dos irmãos Baptista, como "Balada do Louco, Top-top, Panis et Circences" e outras não tão conhecidas, como "Technicolor" e "Posso perder minha Mulher, minha mãe, desde que eu tenha o meu rock'roll".

Outros convidados para o tributo são André Melão nos teclados e Matias no baixo.
A Galaxie Blue começa a tocar partir da meia-noite, no Macondo Bar (Serafin Valandro, 643, entre Venâncio Aires e Andradas).
Na sequência, vem a João Clichê. Entradas a R$ 5,00.


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2 comentários:

Augusto Paim disse...

Tchê, que coisa curiosa. Como esse mundo dá voltas e voltas e não sai do lugar (claro, por causa das leis da física).

Eu fui visitar o Culturálhia (lembra do falecido?) pra ler sobre a Jornada de Passo Fundo, e dei de cara com um post teu sobre o Apanhador. Isso originou todo um post no meu blog, vai lá dar uma olhada. Ehehehe.

E eu te recomendo re-visitar o Culturálhia. Putz, tchê, tava realmente muito bom.

Grande abraço. E continua com o Cena Beatnik como está, que é excelente (por isso que o cito no cabruuum). Só pensa no novo enfoque agora que vais pra Floripa, pois não dá pra continuar sendo um blog com ênfase na cena rock de Santa Maria, né!

Leonardo disse...

Poisé, agora não há mais uma desculpa para uma mudança no enfoque mesmo.